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Quando menino, Carlos Alberto tinha dois sonhos: jogar por um grande clube e ser convocado para a Seleção Brasileira. Ele alcançou seus objetivos, mas com muito sacrifício, já que eles tiveram de ser adiados duas vezes. Em 1997, apareceu sua primeira chance de jogar por um time de ponta: o Fluminense. No entanto, como as inscrições para o Campeonato Carioca estavam fechadas, ele não pôde ser inscrito na competição pelo Tricolor e teria de ficar apenas treinando. Então, como tinha fome de bola, Carlos Alberto preferiu voltar ao Grande Rio, onde poderia atuar e ficou por mais dois anos, até ser novamente chamado pelo Tricolor, com seu irmão Fernando, que atualmente é volante dos juniores do Fluminense.
A ajuda de custo de R$ 50,00, que era paga aos jogadores do infantil, ele guardava para comprar fotos suas em ação e juntava o pouso que restava para comprar chuteira. A carreira no Fluminense durou até o final de 2003, quando foi negociado para o F.C.Porto, de Portugal. Em 1999, Carlos Alberto via mais um sonho sendo concretizado: foi convocado para disputar um torneio na Austrália, pela Seleção Brasileira sub-15. Só que mais uma vez o destino pregava-lhe uma peça. Carlos Alberto sentia fortes dores nas costas, mal podia caminhar e acabou sendo cortado da delegação. Foi nesta época que ele provou que usaria sua habilidade não só para driblar os adversários, mas para enfrentar as dificuldades da vida.
Superado o problema físico, Carlos Alberto chegou ao time profissional do Fluminense, entortou muitos adversários com seus dribles rápidos e tornou-se um dos principais jogadores do Tricolor. Em sua estréia, marcou logo um gol sobre o arqui-rival, Flamengo, em pleno Maracanã. O sucesso havia chegado e, finalmente, o sonho da Seleção também. Ele acumulou inúmeras convocações para as Seleções sub-17 e sub-18. Foi vice-campeão Sul-Americano pela sub-20, pela qual também foi campeão do Torneio da Malásia e finalista da Copa Ouro sub-23. "Agora só falta a principal", costuma dizer.
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